quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Exercícios “Proibidos” – Parte 02



     Tudo bem, conhecendo os tipos básicos de academia, fica muito mais fácil entender porque pessoas costumam lesionar-se facilmente dentro de academias. (Claro que não devemos entender todo tipo de lesão como necessária culpa de alguém, pois, de fato, acidentes podem ocorrer com qualquer um a qualquer momento.)

     De fato, na maioria dos casos, há um pequeno deslize, seja por parte de quem instrui ou de quem é instruído.

     O primeiro fator que se deve observar são os três principais erros de atletas ou alunos. E são estes:

- Esquecer o fortalecimento de tendões, articulações, músculos auxiliares e ligamentos:

     Sem o fortalecimento desses grandes e pequenos grupos, é muito fácil ter dificuldade de estabilização durante os movimentos, deixando o sujeito muito mais susceptível a lesionar-se.

- Querer usar mais carga do que pode:

     Este é um fator freqüente principalmente para iniciantes na musculação. Usar mais carga não significa ganhar mais músculos, necessariamente. Sem uma boa execução, com boa amplitude, controle e cadências, não há conversa. Principalmente para iniciantes.

- Utilizar máquinas quando se deve utilizar exercícios livres e utilizar exercícios livres quando é mais seguro realizar tais exercícios em máquinas.

     Simples assim e, cometido por profissionais também. É comum ver atletas utilizando máquinas quando deveriam realizar estes exercícios livres, como um agachamento livre, ao invés de agachamento no Smith, por exemplo. E, utilizando exercícios livres, ao invés de máquinas, como por exemplo, abdominais no solo ao invés de abdominais em máquinas que estabilizam a região cervical.

     Em segundo plano, porém tão importante quanto e, diga-se de passagem, extremamente necessário evitar dentro de uma academia, são os três principais erros de profissionais. E são estes:

- Basear-se no achismo e esquecer matérias como a biomecânica, a física e a fisiologia:

     Esquecer que estamos tratando do corpo humano e não de uma máquina anatomicamente igual de indivíduo pra indivíduo, preservando a individualidade biológica é um crime e um pecado mortal. Achar que tudo é regra e basear-se em conceitos (que muitas vezes já caíram por terra) pífios e sem grandes fundamentos é implorar por fazer coisas erradas com os próprios alunos e, assim manchar o esporte.

     É necessário que profissionais sempre estejam atualizados e cientes do que podem (devem) ou não fazer. Ter um simples CREF hoje em dia, infelizmente, não significa boa qualificação, mas apenas, licença para trabalhar dentro de uma academia (escola).

- Utilizar os mesmos protocolos de atletas de alto nível para atletas iniciantes:

     Neste caso, geralmente, o profissional baseia-se em atletas de alto rendimento para proporcionar o treinamento para um “pimpolho” que acaba de entrar na academia. Devemos lembrar que estamos falando de alguém que começou agora naquela modalidade e não tem uma estrutura biomecânica e não está apto o suficiente para aderir treinamentos avançados sem antes experimentar o básico e as devidas adaptações do esporte.

- Não respeitar o objetivo do atleta: 

     É um grande problema que encontramos nas academias. A falta de respeito com os objetivos dos atletas e/ou apenas praticantes. Ora, se a pessoa deseja hipertrofia muscular, então porque focar tanto naqueles exercícios funcionais com a desculpa de fortalecimentos e eficácia funcional?? Da mesma forma, para que fazer um ectomorfo correr 15 ou 20 minutos antes de um treino anaeróbio?? Se o indivíduo necessita perder gordura e faz uma dieta hipocalórica, então porque deixá-lo apenas na parte aeróbia e esquecer que a parte anaeróbia é fundamental para preservar a massa muscular magra?

     Pois bem, saber respeitar os limites dentro dos objetivos é algo muito importante e que requer um bom-senso extra do treinador.

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