terça-feira, 12 de junho de 2012

O Que é Mais Importante: O Treino ou a Dieta

    Basicamente, existem três fatores essenciais para o sucesso de quem pratica musculação, independentemente se o objetivo é ganhar massa, queimar gordura ou melhorar a performance. Eles são:
 
- Dieta (nutrição em geral)
- Treino
- Descanso

    Embora o descanso seja de extrema importância, nesse artigo vamos discutir apenas sobre o treino e a dieta. Qual dos dois é mais importante?
Antes de avaliar a importância de ambos, você precisa entender uma coisa:
Um não funciona sem o outro!

    Imagine que você decide ganhar 15kg de massa muscular nesse ano. Você entra em contato com o melhor personal trainer do mundo e ele monta o melhor treino que você possa imaginar. O treino é totalmente compatível com os seus objetivos e com sua individualidade biológica. Você segue a risca o planejamento durante um ano, porém, não adota uma alimentação adequada, come de qualquer jeito, pula refeições, etc.

    O resultado é que nem o melhor treino do mundo vai resolver o seu problema!

    Por outro lado, imagine que você se consulta com o melhor nutricionista do mundo e ele te passa uma dieta incrível para ganho de massa. A dieta não tem defeitos e você sabe exatamente quantas calorias, proteínas, carboidratos e gorduras deve consumir por dia. Você segue a dieta a risca por um ano, mas deixa o treino em segundo plano, mais falta do que vai à academia, e quando vai não se esforça como deveria.

    O resultado é que nem a melhor dieta do mundo vai resolver o seu problema!
Então, podemos afirmar que um não funciona sem o outro.

MAS QUAL É O MAIS IMPORTANTE: O TREINO OU A DIETA

    Como vimos acima, os dois são muito importantes e um não funciona sem o outro, porém podemos dizer que a dieta é mais importante e vamos explicar a razão.

    Em uma semana, você treina de 4 a 6 vezes e passa cerca de 1 hora na academia por dia (se estiver treinando como se deve). Então, podemos concluir que você precisa se dedicar de 4 a 6 horas por semana e sua missão está muito bem cumprida.

    Agora, com a dieta, as coisas são bem diferentes. Se você quer ganhar músculos precisa se alimentar de 5 a 8 vezes por dia, não pode pular uma refeição, e deve cumprir o planejamento 24 horas por dia, 7 dias por semana. Você precisa se entregar de corpo e alma durante todo o tempo para cumprir um plano de nutrição. É muito mais difícil seguir uma dieta do que treinar 40 minutos por dia, pois de 3 em 3 horas está lá você comendo!

    Além disso, a dieta promove mais privações do que o treino. Você pode deixar de dormir uma hora a mais para treinar, porém, as dietas tradicionais para musculação exigem que você abra mão de praticamente tudo que acha saboroso para comer, te privando de uma das melhores coisas da vida: comer bem (alimentos saborosos).

   As dietas para musculação tradicionais envolvem sempre as mesmas refeições: frango, batata doce, brócolis, etc. E comer sempre a mesma coisa não é nada agradável. Com o tempo você não consegue nem olhar mais para o prato na hora de comer!

    É exatamente por isso que muitas pessoas desistem da dieta rapidamente. Como não há nada de saboroso para comer, passar em frente a um Burger King da vida é uma tremenda tentação, e muitos jogam tudo por água abaixo por uns momentos de prazer.

    Pensando nisso, passamos os últimos 6 meses criando um material que vai resolver todos esses problemas…

O E-BOOK RECEITAS ANABÓLICAS

    O e-book receitas anabólicas é o mais completo guia de receitas para musculação que você pode encontrar. Porém, não são receitas comuns, e sim as mais saborosas receitas que você pode imaginar!


    Com esse material você não tem mais desculpa nenhuma para fugir da dieta, pois aprenderá a fazer pratos muito saborosos totalmente alinhados com os seus objetivos na academia. A imagem abaixo mostra o que você vai aprender a fazer: 
Receitas Ganhar Massa Muscular 


    Se você não sabe cozinhar, não se preocupe. Praticamente todas as receitas são muito fáceis e rápidas de se fazer. Mesmo se você for uma pessoa ocupada e com pouca experiência na cozinha poderá aproveitar o material sem nenhum problema. 

   Além disso, você receberá 8 e-books de bônus que complementam o material de forma única:

- Guia de Nutrição
- Monte Seu Plano Nutricional
- Como Impulsionar Seu Metabolismo
- Abdômen Trincado
- 30 Shakes Para Ganho de Massa (incluídos 2 shakes secretos usados por Arnold S para ganho de músculos)
- Suplementos Revelados
- 34 Dicas Para Aumentar o Peso no Supino
- Como Economizar Nas Compras no Supermercado 

    Em especial, vale apena dizer que o e-book Monte Seu Plano Nutricional te ensina a calcular quantas calorias precisa consumir por dia para ganhar músculos ou perder gordura. Você terá exemplos práticos para cada caso, e saberá exatamente quantas proteínas, carboidratos e gorduras vai precisar consumir diariamente. Esse e-book é peça chave nesse material, pois você precisa saber o que, e o quanto deve comer, para ter os resultados que deseja. 


    Agora você realmente não tem mais desculpas para construir o corpo que sempre sonhou! 

Desejamos que tenha muito sucesso!
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Periodização no Treino de Musculação




    Além de induzir o aumento da massa muscular, os exercícios com pesos contribuem para a melhora da capacidade metabólica, estimulando a redução da gordura corporal e o aumento de massa.

    No aumento de massa o que ocorre é que o aumento do número das miofibrilas é muito complexo. Baseia-se na hipótese que a miofibrila vai se adaptando, em primeiro lugar, pelo aumento de tamanho até alcançar um nível crítico determinado de tamanho e força, a partir do qual as contrações musculares sucessivas provocam microrrupturas das bandas Z das miofibrilas. A partir dessas microrrupturas formam-se outras duas miofibrilas. Já o aumento do tamanho das miofibrilas deve-se a um acréscimo de filamentos de actina e miosina na periferia das miofibrilas. (RAMALHO, V P e MARTINS JUNIOR, J 2003)

    Para Ramalho, V. P. e Martins Junior, J. (2003) os melhores resultados na hipertrofia deve-se a carga variante entre 60% a 80% de 1 RM e o intervalo de recuperação diminuído entre as séries com cerca de 45 à 60 segundos. Esse seja talvez os componentes mais importantes nas sessões de hipertrofia. O músculo deve ser levado a exaurir suas reservas de ATP-CP e recrutar o maior número possível de unidades motoras e com esse intervalo relativamente curto entre as séries, o treinamento não proporcionará a recuperação completa das reservas energéticas de creatina fosfato, forçando o músculo a se adaptar e aumentando sua capacidade de transporte de energia.

    Porém mesmo agindo dessa forma é necessário que o treinamento tenha uma diferença (é claro que com coerência) de volumes e intensidades. Weineck (1999) diz que para estimular um halterofilista a atingir a forma ideal para um determinado resultado deve haver uma alternância entre aumento e redução do volume e intensidade dos estímulos.

    Um modelo de treinamento chamado não linear onde ocorre aumento progressivo da carga com uma fase regenerativa no final é apontado por Bompa e Cornacchia (2000) como sendo a maneira mais efetiva para a escolha da carga no mesociclo, pois assim com a fase regenerativa ocorre a recuperação das reservas energéticas do praticante e a restauração do balanço psicológico perdido pela fadiga acumulada nos primeiros microciclos. Um modelo de mesociclo que possui diferenciação de níveis de intensidade torna o organismo então metabolicamente favorável ajudando a promover assim a hipertrofia.

    Para finalizar vamos analisar o protocolo não linear utilizado por Ramalho, V. P. e Martins Junior, J. (2003) utilizado em pessoas de nível intermediário que teve bons resultados quando se efetuou uma análise comparativa entre o antes e depois.

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
SÉRIE A-Peito -Ombro
-Tríceps
-Abdome
SÉRIE B-Costas -Bíceps
-M.
inferiores
aeróbicos(60 a 80% da FCM) e
abdominais
SÉRIE A-Peito -Ombro
-Tríceps
-Abdome
SÉRIE B-Costas -Bíceps
-M.
inferiores
Exerc.aeróbicos (60 a 80%
da FCM) e
abdominais
Descanso passivo
microciclo 1 2 3 4 (recuperação)
N° de exercícios por sessão 8 – 10 8 – 10 8 – 10 6 – 8
N° de séries 3 3 3 2
% de carga máxima 60% 70% 75% – 80% 50% – 60%
N° de repetições 12 10 8 – 6 15 – 12
Intervalo entre as séries 1 minuto 1 minuto 1 minuto 1 minuto


Referencias bibliográficas

BOMPA, T. O.; CORNACCIA, L. J. Treinamento de força consciente. São Paulo: Phorte, 2000.
Ramalho, V. P. e Martins Junior, J.; Influência da Periodização do treinamento com pesos na massa corporal magra em jovens adultos do sexo masculino; Revista da Educação Física da Universidade Federal de Maringá; vol. 14; num. 2; 2003; p. 49 – 56.

Weineck, J; Treinamento Ideal; Ed. 9; São Paulo; Manole; 1999;
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sábado, 9 de junho de 2012

Pequenos Detalhes Fazem Toda a Diferença

    Construir massa muscular não é só ir para a academia e se dedicar por cerca de 60 minutos, construir massa muscular é um trabalho de 24 horas por dia. Nos 60 minutos você só irá estimular o seu corpo à crescer, se você vai crescer ou não, vai depender o que você fizer nas outras 23 horas.É Comum pensarmos que o que faz os músculos crescerem é somente o treinamento com pesos, mas na verdade o treino serve como um estimulo para os nossos músculos crescerem, o que realmente vai gerar o ganho de massa é a alimentação.


     Porém não existe uma Forma concreta a ponto de distinguir um do outro, Ambos Andam juntos. Sem a alimentação você não cresce e sem o treino não haverá o estímulo para crescer.Mesmo com o treino mais árduo e pesado do mundo, Se a dieta For escassa, a única coisa que provavelmente acontecera é a perda de massa muscular.O treino quanto mais intenso for, maior será a demanda do corpo por nutrientes a fim de reparar e reconstruir a massa muscular danificada durante o treinamento, se não houver uma ingestão eficaz destes nutrientes o corpo terá que arrumar uma maneira por si só de suprir essa falta, e a maneira mais rápida e fácil é destruir o próprio tecido muscular para reparar essa falta.

    Portanto, trocando em miúdos treinar sem se alimentar de forma correta é perda de tempo e dependo do individuo pode acabar com menos massa muscular do que quando começou o treinamento. Não é interessante deixar o treino ultrapassar 60 minutos, após este período os riscos de perda de massa muscular são grandes, devido ao desgaste e aos baixos níveis de energia.

    Após o treino o corpo estará fazendo o maior esforço para reparar e reconstruir a massa muscular danificada. Para maximizar a reconstrução é necessário ingerir muita proteína e carboidratos de boa qualidade. O carboidrato para garantir que os níveis de energia estejam sempre altos e a proteína para o reparo do tecido muscular e Faça uma refeição a cada 3 horas, desta maneira o seu corpo ficará abastecido e em estado anabólico o dia inteiro.

    A partir do momento que as fontes de energia acabam, é a massa muscular propriamente dita que estará em jogo. Nenhum treino completo é mais longo que 60 minutos, se por algum motivo estiver muito mais longo, do que esse período é porque você está dando um intervalo muito grande entre as séries ou está fazendo exercícios demais, ou esta fazendo social com algum, afrescalhado que não quer nada com nada ou ate mesmo em paqueras com a gata do agachamento, fuja de tentações você esta aqui para treinar, mantenha-se focado.

Dicas básica:

- Dê cerca de 60 segundos de intervalo entre as séries e até 2 minutos entre os exercícios.
- Faça até 4 exercícios para músculos grandes e 3 para pequenos.
- Faça uma refeição a cada 3 horas.
- Tome de 2 a 3 litros de aguá por dia.
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Vamos Perder Essa Barriga De Uma Vez Por Todas?

Ilustração para rir ou chorar
   
A menos que você esteja em gravidez, uma barriga grande não é bem vista por ninguém, não é?

Vocês sabiam que a maioria das pessoas é descontente com o tamanho e forma de sua barriga?

  Muitas pessoas tentam de tudo para queimar a gordura localizada no abdomen, usam métodos ineficientes, e não conseguem ter eficácia no processo de definição e queima de gordura abdominal.

   Após ler este artigo você vai saber o que realmente fazer pra poder de uma vez por todas sentir-se bem consigo mesmo e dar um up na sua autoestima, além da aparência!

   Vamos começar com o que, pra mim, é o principal e mais sensível ponto para você ter criado essa barriga feia e também como arrancá-la daí de uma vez por todas: DIETA!

1- DIETA ‘’ Um tanquinho não se constrói na academia, mas na cozinha’’!

   Com certeza, se você criou esse mau aspecto na sua região abdominal, seus hábitos alimentares precisam ser mudados. Invista imediatamente em uma dieta com menos calorias, poucos carboidratos e bastante proteína.

   Esqueça de vez as guloseimas, os fast-foods, refrigerantes, pizzas. Passe a ingerir menos calorias do que gasta diariamente, e calorias de qualidade! Aposte em ovos, carnes de frango, peixes, carnes bovinas (com moderação), arroz integral, legumes, verduras e frutas.

   Troque os pães de forma e franceses por pães integrais, o queijo amarelo pelo branco. Além disso ajudar muito a perder gordura, você estará investindo na sua SAÚDE!

2 – TREINO : ‘’No pain, No gain’’!

   Ter um abdomen definido e sem gorduras não é fácil. Se fosse, todos teriam. Infelizmente a maioria não opta pelo esforço e escolhem caminhos mais faceis. Mas voce, ah, você está aqui, então sabe que precisa se esforçar de verdade! Vamos lá!

   Os exercícios abdomnais são ótimos para hipertrofia muscular, não para perda de gordura localizada. Deve ser tratado como um exercicio de musculação como os outros que você faz para braços, pernas, peitorais, etc.

   Como o professor Gabriel Bau disse em seu artigo Sobrecarga para músculos abdominais, tempo de descanso e mitos, o excesso de exercícios abdominais é prejudicial. Não tente queimar gordura localizada, perca a gordura corporal como um todo. Treine pesado como sempre treinou. O treino de hipertrofia ajuda muito na perda de gordura, em conjunto a uma dieta e exercicios aerobicos eficientes.

3 – Exercícios aeróbicos em jejum – Este mito já foi quebrado!

   Foi comprovada sua eficiência! O que voce está esperando nesta ótima maneira de perder gordura? Faça exercicios aerobicos em jejum com moderação, procure não passar de 30 minutos e com média intensidade para o seu corpo não usar os seus músculos como fonte de energia.

   Logo após o treino, se alimente com bastante proteína e algum bom carboidrato como por exemplo a batata doce. Em poucas semanas a diferença vai ser muito notável, acredite.

4- Álcool Quer realmente resultados?

   Quer se esforçar para cumprir uma meta que só vai lhe beneficiar? Aconselho-os a cortar definitivamente o alcool de suas vidas. 1 grama de alcool possui 7 calorias, e ele só serve pra acumular gordura em você! Livre-se disso!

5- Termogênicos!

   Aproveite o inverno e todas as dicas acima, e invista em obter um termogênico de qualidade. São suplementos que aceleram seu metabolismo contribuindo na perda de gordura corporal, ajudando o corpo a usar a gordura como fonte de energia.

6 – NÃO DEIXE DE COMER!

   Não confunda dieta com passar fome! Você DEVE comer de 3 em 3 horas ativando seu metabolismo. Só que deve ingerir alimentos de qualidade e de baixa caloria. Recomendo frutas, barrinhas de proteína, shakes protéicos.

  O caminho é este. Não existem atalhos que vão milagrosamente fazer você ter seu tão desejado tanquinho. Sabemos que não é fácil, mas acredite, vale a pena.

E ai, o que estão esperando para melhorar suas aparências e o mais importante: SUA SAÚDE?
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Quanta Gordura Devemos Consumir no Pré-Treino

     Algumas pessoas tendem a evitar o consumo de qualquer tipo de gordura para manter a definição corporal. Hoje sabemos que a gordura é um nutriente importante para fisiculturistas e praticantes de musculação, pois não só ajuda a manter altos níveis de testosterona, como podem aumentar a capacidade do corpo em queimar gordura.

    Dez anos atrás, as dietas de fisiculturistas eram compostas de apenas 10% ou menos de calorias provenientes de gordura. Hoje, dietas superiores a 30% são bem comuns.

   Porém, apesar da necessidade do consumo de gordura na dieta para musculação, ainda há dois momentos do dia em que devemos manter sua ingestão muito baixa: pré e pós treino.

    É recomendado consumir menos de 5g de gordura nas refeições pré e pós treino, pois mais do que isso pode retardar a digestão de proteínas (o que é uma coisa que não queremos) e diminuir o fluxo sanguíneo para os músculos. No entanto, alguns estudos sugerem que existe uma terceira razão para justificar o consumo reduzido de gorduras nesses momentos do dia: os níveis de hormônio do crescimento podem ser reduzidos.

   Pesquisadores da UCLA Medical Center, na Califórnia, realizaram 10 minutos de ciclismo de alta intensidade em uma bicicleta ergométrica em três condições. Em uma delas, os usuários ingeriam uma refeição líquida com baixas calorias antes do teste. Em outra, os usuários ingeriam uma refeição com alto índice glicêmico. E na última, uma refeição com alto índice de gordura.

Comer Gordura

    Eles descobriram que quando os indivíduos consumiram a refeição rica em gorduras, seus níveis de GH foram reduzidos em mais da metade do que quando consumiram as refeições calorias e carboidratos. Os pesquisadores relataram que a diminuição dos níveis de GH ocorreu devido a um aumento nos níveis de somatostatina. A somatostatina é um hormônio que inibe a liberação do GH.

    Estudos mais recentes comprovaram os mesmos resultados, portanto você tem mais um motivo para evitar o consumo de gorduras no pré e pós treino.

RECOMENDAÇÃO

    No pré-treino você pode consumir 20g de proteínas (frango, carne magra ou peixe) e 40g de carboidratos de absorção lenta (batata doce, aveia).

   No pós-treino você pode consumir 40g de proteínas (whey protein) e 40-100g de carboidratos de absorção rápida (dextrose).


Dessa forma você terá melhores resultados!
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quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Tribo da Vigorexia

    Definição: “Condição conhecida também como síndrome de Adônis, é uma doença caracterizada por uma insatisfação constante com o corpo, que afeta maioritariamente homens. É comum que os indivíduos que sofrem de vigorexia, desenvolvam frequentes lesões musculares, manifestem insônia, cansaço, irritação e fraqueza”.

    Os pacientes geralmente têm vergonha do próprio corpo, e buscam acabar com esse problema com os exercícios excessivos e usando esteroides anabolizantes.



     No mundo moderno onde a competição está cada vez mais acirrada as pessoas parecem não medir esforços para alcançar seus objetivos. E parece que cada vez mais na vida comum, fora das grandes competições de fisiculturismo os praticantes de musculação, na sua grande maioria jovem estão arriscando sua saúde e sua vida, no que diz respeito a não desenvolver sua musculatura de forma lenta e gradual.

    Enquanto fisiculturistas profissionais levam 20 anos em média para se transformarem em montanhas de músculos, sem discutir aqui os meios que os levaram a ficar assim, os jovens “meros mortais” estão usando cada vez mais cedo recursos ergogênicos “ilícitos” a fim de ficarem iguais ou pelo menos parecidos com seus ídolos.

    Sem pelo menos, explorarem seu potencial genético, treinarem realmente forte e usarem de artifícios legais, como os suplementos nutricionais de qualidade comprovada aprovados pela ANVISA, decidem navegar no empirismo, usando drogas pró-hormonais importadas, que na grande maioria não diz com clareza, seus reais componentes e em seguida fazem uso de drogas mais “fortes” para ficarem GRANDES mais rápido!!

    Sendo assim, agora posso entrar na VIGOREXIA propriamente dita, e dizer que esse ciclo vicioso tem características bem particulares como o afastamento da vida social, o treinamento excessivo, o constante mau humor por nunca estar satisfeito consigo mesmo, o encarceramento no seu pequeno mundo e o preconceito, sim eles tem preconceito, geralmente atacando quem usa o esporte para fim apenas estético e que geralmente é estigmatizado de “frango”!!!

    A musculação é considerada a mãe de todos os esportes e deve ser respeitada como o melhor método de mudança de composição corporal e saúde do mundo e sua historia é muito bonita para ficar presa a mitos ou preconceitos que alguns (poucos) praticantes querem demonstrar.

“O nosso Legado é mais forte do que seus músculos inflados.”

Por Francisco Olivardenio Barbosa Coelho
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Treinamento Resistido: Uma Resposta Fisiológica para o Emagrecimento Pós-Exercício

    Levando em consideração os dados atuais do IBGE, sobre um levantamento com 188.461 pessoas entre 2008 e 2009, o qual demonstrou que há um grande número de pessoas enquadradas na categoria sobrepeso em diversas faixas etárias, vejamos que: “30% das crianças entre 05 a 09 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos, e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos”. (IBGE, 2010). E segundo Simão (2008, p. 139), “Cerca de 37 milhões de Norte-Americanos apresentam 20% ou mais de excesso de peso com relação ao desejado”. Com estes dados, tornam-se evidente, que há um grande número de pessoas acima do peso considerado normal.
     A partir desta análise, despertou a importância em mostrar quão o Treinamento Resistido (TR), pode corroborar com alguma parcela na amenização destes dados estatísticos que assolam não só a sociedade brasileira como também mundial. E, consequentemente, sugerir como hipótese a criação de políticas públicas como meio de intervenção social em benefício desta parcela da sociedade.

    Ainda há um grande número de pessoas, que por desconhecimento, acham que o Treinamento Resistido (TR) não dá um aporte significativo no quesito emagrecimento, porém, este grande ceticismo ocorre por falta de informação e aprofundamento no mecanismo científico do (TR) e suas respostas fisiológicas durante e principalmente pós-exercícios.

    O fator primordial desta prática arraigada dentre a sociedade, e também por leigos em exercício e atividade física, é que a maior parte dos estudos com substratos energéticos são avaliados durante os exercícios e não pós-exercícios. E ao avaliá-los durante o exercício, confirma-se que durante o exercício de (TR) sendo não há uma mobilização de gorduras significativa, notando assim, que nos exercícios curtos e intensos, os chamados (anaeróbios), há como predominância nestes, uso de Creatina Fosfato (CrP) e Glicogênio como substratos energéticos; diferentemente dos exercícios leves e prolongados, os (aeróbios), que há uma predominância maior do METABOLISMO LIPÍDICO, Lima (2012) Simão, (2008, p. 143), criando-se com isso o lado cético da coisa: “Musculação emagrece ou não?”, devido não ter em atividade a predominância em seu metabolismo principal oxidação de lipídios (lipólise), durante o Treinamento Resistido.

    A figura abaixo segundo (NAVARRO, 2012, p. 16). Veja um exemplo dos substratos energéticos utilizados durante o exercício em determinados termos:




    Em virtude dos fatos mencionados acima, os quais analisaram os substratos energéticos utilizados durante o exercício, vamos agora analisar as respostas metabólicas provocadas pelo (TR) PÓS-EXERCíCIOS, tentando com isso, numa linha de análise diferente, fundamentar com duas afirmativas cabíveis e convincentes o potencial do (TR) como um dos fatores significativos para processo de emagrecimento, vejamos:

01)- O Treinamento Resistido aumenta o volume muscular, e consequentemente um aumento na (TMB) Taxa de Metabólica Basal, que é o mesmo que: “Mínimo de energia necessária para manter as funções vitais do organismo em repouso”, (MCARDLE, et al, 1992 ).

02)- O Treinamento Resistido permite prolongamento no aumento do consumo de oxigênio (VO2) pós-exercício.

    Fundamentando a primeira afirmativa, podem ser citados inúmeros pesquisadores que comprovam a eficiência do (TR) e o aumento da (TMB) oriundos do ganho de massa magra (HIPERTROFIA). Segundo Esquerdo (2010, p.29) “[...] A maneira mais inteligente de perder gordura e mostrar uma musculatura mais definida é realizando um treinamento “pesado com pesos”, que também se queimarão calorias e o metabolismo permanecerá alto, [...]”. Para Guedes (2006, p. 101): A musculação contribui para o emagrecimento que ocorre devido ao aumento de massa muscular que, por sua vez, aumenta a (TMB) esta que corresponde a 70% do gasto calórico diário do indivíduo normal. Para Simão (2008, p. 143), diz que quanto maior a massa magra, maior a quantidade de calorias gastas ao dia. Afirma-se também que ao preservar a massa magra através do (TR), previna declínios na (TMB), esta que quando há apenas uma perda de peso mostra-se significativa, Laibel e Colaboradores, (1995). Finalizando, apoia-se na afirmativa do (ACSM, 2001) apud Simão (2008, p. 149-150) de que o (TR) é um potente estímulo no aumento de massa e força muscular, podendo ser muito importante componente para o sucesso dum programa de perda de peso, aumentando a massa magra e a perda de gordura.

    Já para segunda afirmativa, podemos mostrar inúmeras citações que comprovam que o (TR) causa um aumento significativo no EPOC (Consumo Excessivo de Oxigênio Pós-Exercício). E sendo assim, pode-se dizer que este provoca sem dúvidas sucessos num programa de emagrecimento devido ter como seu substrato energético principal segundo Lima (2012), “O METABOLISMO LIPÍDICO”. Vejam-se algumas citações sobre EPOC:

    Para Wilmore e Costill (2001) “A atividade física é importante tanto para a manutenção quanto para a perda de peso. E, Além das calorias gastas durante o exercício, ocorre um gasto substancial de calorias durante o período pós-exercício”. Para Guedes (2006, p. 102). “A musculação aumenta o consumo do (VO2) pós-exercício”. Um estudo japonês efetuado por Tahara (2008), também mostra que o consumo de Dioxigênio pós-exercícios, permanecia elevado após 40min com exercícios anaeróbicos.

     Oliveira, (2012) citou um estudo feito por Borshein e Bahr (2003); Meirelles e Gomes (2004); Matsuura et al, (2006); Neto e Farinatti (2009), Burleson et al, (1998); Schuenke et al, (2002); onde visualizou que nos exercícios aeróbios, a magnitude e a duração do (EPOC) parecem depender diretamente da intensidade e da duração da sessão de treinamento. Por exemplo, intensidades com 50-80% do VO2máx por 5-20 minutos não têm gerado EPOC por mais de 35 minutos. No entanto, quando o treino é realizado com intensidades próximas ao limiar ventilatório por 20-40 minutos, o EPOC tem uma duração maior, mas dificilmente excede 40 minutos. Agora, ao analisar o treinamento de força, a resposta do EPOC se apresenta bastante variada. Provavelmente em decorrência de uma maior combinação de intensidade, volume, velocidade de execução, intervalo entre as séries, forma de execução e ordem dos exercícios, entre outras variáveis. Neste sentido, pesquisadores relatam que esse tipo de atividade pode proporcionar um EPOC com duração de 30 minutos a 38 horas, ou mesmo dias, dependendo do protocolo utilizado.

    Em virtude dos fatos mencionados acima, torna-se visível que o (TR) vem a colaborar de forma ímpar no processo de “queima de gorduras”. E, cria-se uma hipótese, ainda baseando na crença segundo a (ACSM), que este tipo de exercício físico pode acentuar a distribuição das atividades de intervenções qualificadas para tratamento da obesidade, que pode ajudar a reduzir a sobrecarga à saúde publica, relacionada a essa condição crônica.


REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA. E. EPOC. Disponível em:< http://www.gease.pro.br/artigo_visualizar.php?id=213>. Acessado em: 12.01.2012.
GUEDES, D,P. Saiba Tudo Sobre Musculação. Ed. Corpo e Saúde, Rio de Janeiro – RJ, 2006.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2008-2009.
MCARDLE, Willian D., KATCH, Frank I., KATCH, Victor L. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 4 ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 1998.
NETO, G.C; FARINATTI P.T.V. Consumo de oxigênio após exercício resistido: uma abordagem crítica sobre os fatores determinantes de sua magnitude e duração. Braz. J. Biomotricity. 3(2):96-110. 2009.
WILMORE, J.H.; COSTILL, D.L. Obesidade, diabetes e atividade física. Fisiologia do esporte e do exercício, 2.ed. Barueri-SP: Manole, 2001. p. 662-691.
NAVARRO, F. Bioquímica e Bioenergética Aplicada ao Exercício. Apostila de Pós-Graduação da Universidade Gama Filho, 2012.
LEIBEL, R..L. et al. Changes in energy expenditure resulting from altered body weight. New England J Med, 1995, 332:621-628.
SIMÃO, R. Fisiologia e Prescrição de Exercícios para grupos especiais. 3ª Ed. Phorte, São Paulo, 2008.
TAHARA, Y, et al. Fat-free Mass and Excess Post-exercise Oxygen Consumption in the 40 Minutes after Short-duration Exhaustive Exercise in Young Male Japanese Athletes J Physiol Anthropol, 27: 139–143, 2008.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

HMB

     Vamos falar um pouquinho deste suplemento tão conturbado no meio da musculação, onde alguns crêem terem bons resultados e outros dizem que nada acontece com seu uso, vamos colocar umas particularidades, aí fica a sua decisão se vale a pena usar ou não.

    É um derivado do aminoácido Leucina (precursora do HMB). É um aminoácido essencial (não sintetizado pelo organismo) devendo ser consumido por meio de alimentos(lacteos, carnes, peixes, ovos).
É um suplemento esportivo capaz de auxiliar no ganho de força, massa muscular e queima de gordura durante o treinamento de força.

    Porém, seu resultado é incerto, alguns propõem que ele atue ao recuperar membranas celulares lesionadas durante o exercício ou que regule enzimas importantes no processo de crescimento muscular.
Estudos recentes têm avaliado os possíveis mecanismos intrínsecos pelos quais a suplementação de HMB poderia proporcionar ganhos na massa/força muscular e, consequentemente, a efetividade deste metabólito como um agente terapêutico na prevenção do catabolismo protéico, além de auxiliar na queima de gordura corporal (lipólise).

     Estudos colocam que o HMB é capaz de reduzir o catabolismo protéico e perda de peso durante períodos de consumo inadequado de alimentos (restrição calórica).

     Em estudo realizado por Wilson et al. (2008) destaca-se que um indivíduo precisaria consumir cerca de 60 g de L-leucina para obter 3 g de HMB, tendo em vista que para cada 100g de carne você terá disponível aproximadamente 1g de Leucina, e para cada 100g de leguminosos aproximadamente, será adquirida 3g de Leucina, isso ainda sem levar em conta a biodisponibilidade.

    Você teria que consumir muita carne ou muito leguminoso para atingir a quantidade que um individuo precisaria para evitar o catabolismo muscular, ou seja, como a literatura coloca o consumo diário em torno de 1,5 a 3g de HMB, Nissen et al. (1996) foram os primeiros a avaliar os efeitos da suplementação de HMB sobre parâmetros musculares em humanos.

     Os autores observaram que 7 semanas de suplementação com 1,5 e 3,0 g/HMB/dia, com concomitante treinamento físico de força, realizado 3 vezes por semana, promoveu redução significativa da degradação protéica muscular.

     Essa conclusão foi indicada pela redução na excreção urinária de 3-metil-histidina (3-MH) e também no dano muscular, avaliado através da redução plasmática de creatina quinase (CK). 

     No mesmo estudo, os autores também puderam concluir que 7 semanas de suplementação de HMB na ordem de 3 g/dia, associado ao treinamento físico de força (6 vezes por semana) proporcionou aumento significativo da massa magra. 

   Corroborando tais resultados positivos, Panton et al. (2000) avaliaram de modo randomizado e duplo-cego por 4 semanas 39 homens e 36 mulheres submetidos ao treinamento de força (3x/semana) e
suplementados com 3 g/HMB/dia. 

    Os indivíduos suplementados apresentaram ganho significativo de força nos membros superiores e de massa magra independente do gênero e/ou do nível de treinamento.

    Em indivíduos treinados, a suplementação de HMB apresenta resultados controversos aos observados em indivíduos sedentários. 

     Por exemplo, Slater et al. (2001) conduziram um estudo randomizado e duplo-cego em atletas com alta experiência em treinamento de força e não observaram efeitos no ganho de força e de massa magra após 6 semanas de suplementação de HMB na ordem de 3 g/dia. 

     Algumas explicações para os resultados conflitantes merecem destaque. Do ponto de vista do ganho de massa muscular, acredita-se que a suplementação de HMB exerça efeitos significativos em condições nas quais a proteólise muscular é mais acentuada, como no caso de indivíduos sedentários agudamente expostos à estimulação mecânica. 

    Além disso, o tipo de estímulo mecânico também é um fator a ser considerado, visto que contrações excêntricas promovem tensão muscular superior na ordem de aproximadamente 30%, o que maximiza o dano muscular (SPIERING et al., 2008).

     Resumindo o HMB é um suplemento que ainda se tem dúvida sobre sua eficácia, mas tem se notado grande resultado em pacientes com perda de massa magra devido a alguma patologia.
Portanto, fica a critério de cada um o seu uso, pois o que pode ser muito bom para uns, para outros pode não adiantar de nada. 

     A indicação de suplementação é de cerca de 3g/dia ou 38mg/kg/dia. Sugere-se a divisão em 3 doses de 1g/dia, para fins de meia vida e absorção.

Bons treinos e até a próxima. 

Por Héverson Gomes
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sábado, 2 de junho de 2012

Carnivor Sabor Chocolate

     Em janeiro deste ano tivemos a oportunidade de experimentar a proteína de carne bovina Carnivor, como pode ser visto na matéria Carnivor: Carne Bovina Em Pó – Dá Pra Encarar?. Naquela oportunidade testamos o sabor blue raspberry, cujo gosto lembrava o chicle de bola Ploc de tutti-frutti.

 

     Desta vez caiu em nossas mãos a Carnivor de sabor chocolate. Ao contrário do sabor blue raspberry, que pareceu muito artificial, a Carnivor de chocolate lembra muito o sabor das Whey Proteins de chocolate, com o qual já estamos bem familiarizados.

    Se você ainda não entrou na onda na proteína da carne bovina, sugerimos que comece com o sabor chocolate, que certamente não vai causar a estranheza que pode provocada pelo sabor distinto da Carnivor de blue raspberry.

     A Carnivor também está disponível nos sabores cherry vanilla (baunilha), fruit punch (ponche de frutas) e vanilla caramel (baunilha com caramelo). Assim que experimentarmos esses sabores, revelaremos nossas impressões.

     Pelas conversas de corredor de academia, podemos dizer que muitos atletas estão inserindo a Carnivor em suas dietas, a fim de se beneficiar do perfil de aminoácidos da carne bovina de maneira prática.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Meio Termo na Musculação? Errado!

 

    Brasileiro é tipicamente conhecido pelo fato de ter um ‘jeitinho’ para tudo, por empurrar as coisas com a barriga, inventar uma desculpa para todos os problemas e sempre criar novas alternativas, mas agora além de aplicar tudo isso na vida pessoal, resolveu usar desse jeitinho também na musculação.

    Mas o que acontece é que todo mundo sabe que fazer as coisas como se diz por ai “nas coxas”, nunca deu certo, e levando em consideração a musculação, podemos falar com propriedade que essa teoria não se aplica.

    Entendo o fato de vivermos em função do tempo e por mais que digamos que não, tentamos seguir tudo ao pé da letra, o que fica extremamente difícil de organizar. Temos horário para tudo, para acordar, tomar café, almoçar, pagar as contas e assim sucessivamente, mas e o tempo para academia? Para as atividades físicas? O cuidado básico com o corpo e também a mente?

    Mesmo vivendo no século XXI algumas pessoas ainda acreditam que academia é luxo, coisa pra gente rica ou de quem não tem o que fazer e estes que enxergam desta maneira são tidos como os ‘caretões’, antiquados, indivíduos que vivem em um mundo frenético, cercado de regras implícitas e explícitas pela sociedade, que os impedem de fazer o que querem, pois têm medo do que a sociedade impôs.

    Porém, quando buscamos resultados em qualquer aspecto é necessário processar as informações e digerir tudo o que a sociedade pensa ou afirma, de forma que é apenas um parâmetro preconceituoso estipulado e não uma obrigação a ser cumprida.

    Em especial para a musculação buscando por bons resultados o primeiro passo é a disciplina, não me lembro de nenhuma pessoa bem sucedida que não tenha dedicado ao menos um pouco de seu esforço e tempo para atingir algum objetivo.

    Assim como qualquer atividade física, a musculação necessita do nosso tempo, dinheiro, esforço e muitas outras coisas. Seja ela usada como hobbie ou profissão. Valorizamos médicos, arquitetos, engenheiros e porque desvalorizar um atleta que tem um corpo digno de aplausos ou apenas desprestigiá-lo?

    Vivemos todos em uma sociedade hipócrita que não aceita as diferenças, mas a mesma sociedade que exige um corpo perfeito, e o mesmo que criou rótulos não só para as mulheres, mas também para homens, onde é preciso ser magro e ter um corpo escultural, e para isso é preciso dedicação, foco e disciplina.

    Estou dizendo tudo isso com a intenção de abrir os olhos das pessoas que ainda enxergam não a musculação o ato de frequentar a academia com preconceito, mas a musculação tida como esporte, que vem crescendo dia após dia e também pelo principal, mostrar que é preciso seriedade e que um treino meia boca não vai ajudar em nada, mas que pode prejudicar.

    Sei que muitos procuram a academia por questões de saúde e não para construir um belo físico e entendo, mas será que elas estão executando os treinos de forma adequada? Eu pelo menos conheço uma centena de pessoas que disseram treinar sério por um período e depois pararam, e reiniciaram novamente e interromperam novamente.

    As pessoas cada vez mais buscam por resultados rápidos, quando não conseguem ficam frustradas e então abandonam tudo na primeira dificuldade, ou arrumam logo um pretexto para fugir da obrigação com o corpo perfeito. Ou melhor, pretexto para fugir da academia, porque o corpo perfeito é fácil de se adquirir, é só recorrer a clínicas de estéticas que prometem um tratamento milagroso em apenas um mês ou seu dinheiro de volta.

    Pode ser que muitos dos leitores deste texto não tenham pretensão alguma como educador físico ou atleta e podem usar da musculação apenas como hobbie ou apenas paixão. Mas peraí, só porque é hobbie e não vai ganhar dinheiro com isso precisa fazer mal feito? Precisa desvalorizar o trabalho de quem passa horas, dias, meses e anos em uma dieta rigorosa, trocando diversão por treinamento?

    Agora vamos combinar, de nada adianta investir pesado em academia, alimentação, suplementação se ao mesmo tempo você tem uma ligação com o álcool, cigarro, noitadas, comendo o que sente vontade o dia todo e várias outras coisas que atrapalham na rotina de quem realmente quer um corpo não apenas bonito, mas acima de tudo saudável. Se você faz tudo isso pode ter certeza de que está fazendo as coisas pela metade e há uma grande diferença entre curtir a vida e os prazeres que ela ti proporciona.

    Quando falamos em musculação devemos levar em conta que de uma forma ou de outra, devemos ter a consciência de que para se obter resultados é preciso um trabalho contínuo e progressivo. O trabalho de construção do corpo leva tempo e sempre vai haver algo para ser ajustado, até porque ninguém é 100% perfeito, devemos sempre buscar o melhor e fazer o nosso melhor sem estagnar.

    Por isso faça as coisas bem feitas, para que seja necessário apenas fazê-las e não refazê-las. Buscando concluir os planos com dedicação máxima, traçando metas, criando prioridades e focando objetivos. 

Lembrando sempre do lema: NO PAIN, NO GAIN!

Por Carolina Machite
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